sábado, 18 de setembro de 2010

Faniquita

É a primeira vez que falo de minha família. Provavelmente se começa falando dos pais, dos irmãos, mas eu tenho que começar com umas das integrantes mais expressivas desta casa: Faniquita Cristina de Abreu Francisco, para os íntimos; Fani. Basset, preta e com 8 anos (em idade humana, 56 em idade de cachorro), veio para casa como uma troca. Nós tínhamos um Pastor Alemão chamado Nemo. Ele era muito amado pela família, mas odiado pelos vizinhos, pois quando anoitecia ele pulava o portão da frente da minha casa e ficava latindo na casas deles. Era odiado com razão. Mas era um bom cachorro coitado, eu gostava muito dele, um dia conto as histórias que o envolve, mas voltemos  para Fani. Demos o Nemo para um polícial e em troca ele nos deu a Fani, que não tinha completado nenhum ano de vida.
Como já mencionei, Fani é uma cachorra muito expressiva, quase fala. Quando ela está com fome, ela chega perto de nós e lambe os beiços. Como ela não gosta de bolacha, quando damos uma para ela, ela abre e come só o recheio. Ela anda de velotrol, tem várias bonecas que trata como se fossem filhas, chora e resmunga quando a gente briga com ela. 
Mas hoje ela conseguiu se superar. Minha mãe foi no quintal e observou que ela ficou o tempo inteiro parada olhando para ela, o que não é normal pois ela costuma a deitar no nosso pé para nós coçarmos sua barriga. Intrigada, minha mãe saiu do quintal e através da janela, viu que a Fani havia saido lugar, mas quando ela voltou para o quintal, a Fani voltou para sua posição parada, observando - a. Ela chegou perto da Fani e obrigou ela sair e quando isso aconteceu teve uma surpresa: a cachorra matou um passarinho e estava nos escondendo, para nós não darmos bronca nela (minha mãe odeia quando a Fani faz isso), por isso a Fani não saia do lugar quando ela estava no quintal! 
Bom os planos da Fani foram frustados, ela levou a maioar e ficou choramingando por um tempo. O passarinho coitado, morreu com uma mordida no peito. Minha mãe está inconformada pela inteligência da cachorra. Eu? Eu ri né?

Beijos

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